Quantas horas de sono o corpo realmente precisa? Descubra o seu ideal
A gente ouve falar tanto sobre a quantidade certa de sono, né? Parece que todo mundo tem uma opinião, mas será que existe um número mágico que serve para todos? A verdade é que essa história de ‘8 horas de sono’ é mais antiga do que a gente pensa e, ao que tudo indica, não é bem assim. Vamos dar uma olhada no que a ciência anda dizendo sobre quantas horas de sono o corpo realmente precisa e como descobrir o que funciona melhor para você.
Pontos Chave
- O novo padrão de referência para adultos sugere que cerca de sete horas de sono por noite estão associadas a melhores resultados de saúde, contrariando a antiga regra das oito horas.
- A quantidade ideal de sono é individual e varia de pessoa para pessoa, influenciada pelo ritmo circadiano e outros fatores pessoais, não existindo um número único para todos.
- Dormir menos de sete horas ou mais de nove horas por noite pode estar ligado a riscos aumentados para a saúde, formando um padrão em “U” onde o meio é o ideal.
- A regularidade e a qualidade do sono, com horários consistentes para dormir e acordar, são tão ou mais importantes do que a duração exata para o bem-estar geral.
- Fatores como idade, hábitos diários, ambiente de sono e o uso de eletrônicos antes de dormir impactam significativamente a qualidade do repouso, sendo importante otimizá-los.
A Quantidade Ideal De Sono Para Adultos
Por muito tempo, a gente ouviu por aí que oito horas de sono por noite era o número mágico, sabe? Aquela regra que todo mundo deveria seguir à risca. Mas a verdade é que a ciência tem mudado um pouco essa história. Estudos mais recentes, inclusive de lugares como Harvard, mostram que essa ideia das oito horas não é tão rígida assim. Na verdade, para a maioria dos adultos, o ideal parece estar mais perto das sete horas de sono. Isso mesmo, sete! Essa nova recomendação vem de observações em comunidades que vivem sem eletricidade e de grandes análises de dados de saúde. Parece que o menor risco de doenças e de mortalidade acontece quando dormimos em torno de sete horas. Aquele mito das oito horas, na verdade, tem raízes lá na Revolução Industrial, quando tudo começou a ser padronizado, inclusive o tempo de descanso. Mas nosso corpo não é uma máquina, né? Ele tem suas próprias necessidades.
O Novo Padrão de Sete Horas de Sono
As principais organizações de saúde, como a Academia Americana de Medicina do Sono, agora sugerem que adultos busquem pelo menos sete horas de sono por noite. Essa é uma mudança significativa em relação à antiga regra das oito horas. A ideia é que esse número seja um ponto de partida, um guia, e não uma imposição. Cada um de nós tem um ritmo biológico único, e o que funciona para um pode não funcionar para outro. É importante prestar atenção em como você se sente ao acordar e durante o dia. Se você está descansado, alerta e produtivo, é um bom sinal de que está dormindo o suficiente para você, mesmo que não sejam exatamente sete ou oito horas. A qualidade do sono, a consistência e como você se sente são indicadores mais importantes do que um número fixo.
Desmistificando a Regra das Oito Horas
A famosa regra das oito horas de sono se popularizou em um contexto histórico específico, ligado à Revolução Industrial. Naquela época, a organização do trabalho e da vida social começou a ditar padrões mais rígidos, e a ideia de oito horas de descanso se consolidou. No entanto, pesquisas mais recentes, incluindo estudos de biólogos evolutivos, sugerem que padrões de sono mais curtos, em torno de seis a sete horas, são mais naturais para muitos adultos. Essas descobertas vêm de observações de populações tradicionais e de grandes bancos de dados epidemiológicos. A ciência atual aponta que a necessidade de sono é mais flexível e individual do que se pensava. O importante é encontrar o seu ponto ideal, que te permita funcionar bem durante o dia.
A Influência da Revolução Industrial no Sono
É interessante pensar em como a Revolução Industrial moldou não só a forma como trabalhamos, mas também como pensamos sobre o sono. Antes dessa época, os padrões de sono eram mais influenciados pela luz natural e pelos ciclos do dia e da noite. Com a introdução de máquinas e a necessidade de horários de trabalho mais longos e padronizados, a sociedade começou a buscar uma rotina mais previsível, incluindo o tempo de descanso. A ideia de que todos deveriam dormir oito horas se tornou um padrão cultural, mesmo que não fosse baseada em uma necessidade biológica universal. Essa padronização, embora tenha trazido alguma organização, pode ter nos afastado de entender melhor as nossas próprias necessidades de sono individuais. É um lembrete de que muitas das nossas crenças sobre saúde vêm de contextos históricos e sociais específicos, e não apenas de fatos biológicos.
A Individualidade do Sono e o Relógio Biológico
Sabe aquela história de que todo mundo precisa dormir exatamente oito horas por noite? Pois é, isso é mais um mito do que uma regra. A verdade é que nosso corpo tem um ritmo próprio, um tal de relógio biológico, que dita nossas necessidades de sono. Ele funciona com base no nosso ritmo circadiano, que é basicamente o nosso ciclo natural de sono e vigília, influenciado pela luz e escuridão.
Ritmo Circadiano e Necessidades Pessoais
Cada um de nós tem um ritmo circadiano único. Isso significa que a hora que você se sente mais alerta e a hora que bate aquele sono pesado podem ser bem diferentes das de outra pessoa. Essa variação natural explica por que algumas pessoas se sentem bem com seis horas de sono, enquanto outras precisam de nove para funcionar direito. Ignorar esse ritmo pode trazer consequências, mesmo que a gente não perceba de imediato.
Variações Individuais na Duração do Sono
Não existe um número mágico que sirva para todos. Estudos recentes mostram que, para a maioria dos adultos, um sono em torno de sete horas pode ser o ideal, mas isso não é uma regra absoluta. Fatores genéticos, estilo de vida e até mesmo a idade influenciam diretamente a quantidade de sono que precisamos. O importante é prestar atenção em como você se sente ao acordar e durante o dia.
Sintomas de Sono Insuficiente ou Excessivo
Como saber se você está dormindo a quantidade certa? É mais simples do que parece. Se você acorda se sentindo descansado, com energia e consegue manter o foco durante o dia, provavelmente está no caminho certo. Por outro lado, se a sonolência, a dificuldade de concentração e a irritabilidade são companheiras constantes, pode ser um sinal de que algo não vai bem. Esses sintomas podem indicar que você está dormindo pouco ou, acredite, até dormindo demais.
A percepção comum de que oito horas de sono são um padrão universal é simplista. A realidade é que a duração ideal varia significativamente entre indivíduos, e o que importa é o bem-estar geral e a funcionalidade diária, não um número fixo.
É importante observar esses sinais. Se eles se tornam frequentes, pode ser um indicativo de que seu corpo está pedindo mais atenção ao seu padrão de sono. Não se trata apenas de quantidade, mas de encontrar o equilíbrio que funciona para você.
Riscos de Dormir Pouco ou Demais
A gente sabe que dormir é importante, mas o que acontece quando a gente foge muito do ideal, seja para menos ou para mais? Pois é, não é só uma questão de se sentir mais ou menos cansado no dia seguinte. Os efeitos podem ser bem mais sérios e afetar a saúde de um jeito que a gente nem imagina.
Consequências da Privação de Sono
Dormir menos do que o corpo precisa, especialmente se for algo constante, abre a porta para um monte de problemas. Não é só ficar com olheiras ou com menos paciência. A falta de sono afeta o sistema imunológico, deixando a gente mais vulnerável a infecções. Além disso, o risco de desenvolver doenças crônicas, como problemas cardiovasculares, aumenta consideravelmente. É como se o corpo não tivesse tempo de se reparar direito durante a noite.
- Sistema imunológico enfraquecido.
- Aumento do risco de doenças cardíacas.
- Dificuldade de concentração e memória.
- Alterações de humor e irritabilidade.
Implicações do Sono Excessivo
E dormir demais? Muita gente pensa que é só um sinal de preguiça, mas não é bem assim. Dormir muito, acima de nove horas por noite de forma regular, pode ser um indicativo de que algo não vai bem. Às vezes, o corpo está tentando compensar algum problema de saúde já existente ou um distúrbio do sono que não foi diagnosticado. É um sinal de alerta, não um luxo.
O padrão em “U” da saúde e o sono mostra que tanto a falta quanto o excesso de descanso podem estar ligados a um risco aumentado de problemas de saúde. O ponto ideal, geralmente entre sete e nove horas para adultos, é onde a saúde tende a ser mais estável.
O Padrão em “U” da Saúde e o Sono
Quando olhamos para a relação entre a quantidade de sono e a saúde, os estudos mostram um padrão interessante, que parece um “U”. Isso significa que tanto quem dorme muito pouco quanto quem dorme em excesso tem um risco maior de desenvolver certas condições de saúde. O ponto mais baixo desse “U”, onde o risco é menor, é geralmente onde se encontra a quantidade de sono considerada ideal para a maioria das pessoas. Fugir muito desse meio-termo pode trazer consequências.
- Dormir pouco (menos de 7 horas): Associado a problemas cardiovasculares e envelhecimento biológico acelerado.
- Dormir demais (mais de 9 horas): Pode indicar condições de saúde subjacentes ou ser um marcador de outros problemas médicos.
- Sono regular: A consistência nos horários de dormir e acordar é tão ou mais importante que a duração exata para manter a saúde em dia.
A Importância da Regularidade e Qualidade do Sono
A gente sabe que dormir é importante, né? Mas, olha, não é só o número de horas que conta. A forma como a gente dorme, se é todo dia mais ou menos na mesma hora, e se o sono é realmente reparador, isso faz uma diferença danada pra nossa saúde. É como cuidar de uma planta: não adianta só jogar água de vez em quando, tem que ser na medida certa e com constância.
Regularidade Como Chave para a Saúde
Manter um horário de sono consistente, mesmo nos fins de semana, ajuda o nosso corpo a regular o relógio biológico. Pense nisso como um maestro regendo uma orquestra: quando tudo está no tempo certo, a música (ou o nosso corpo) funciona melhor. Essa previsibilidade ajuda em um monte de funções, desde a liberação de hormônios até a forma como nosso cérebro processa informações.
Impacto dos Padrões Irregulares de Sono
Quando a gente bagunça esse ritmo, o corpo entra em um tipo de estresse. Estudos recentes mostram que ter horários de dormir e acordar muito diferentes de um dia para o outro está ligado a um risco maior de desenvolver várias doenças. Não é brincadeira. A pesquisa aponta que essa irregularidade pode triplicar o risco de certas condições quando comparada a problemas ligados apenas à duração do sono.
- Aumento do risco de doenças crônicas: Condições como diabetes tipo 2 e hipertensão têm sido associadas a padrões de sono instáveis.
- Problemas hepáticos: Dormir tarde, de forma consistente, pode aumentar o risco de cirrose.
- Condições neurológicas: Há uma ligação com um risco maior de desenvolver Parkinson.
- Gangrena: Surpreendentemente, a falta de estabilidade nos ciclos de sono/vigília também foi ligada a um risco aumentado.
A ciência está começando a perceber que a consistência do nosso descanso é tão, ou talvez até mais, importante do que simplesmente cumprir um número X de horas. É um convite para olharmos o sono com mais atenção aos detalhes.
Qualidade do Sono Além da Duração
E o que seria essa tal qualidade? Não é só dormir sem acordar no meio da noite. É ter um sono profundo, onde o corpo e a mente realmente se recuperam. Isso envolve fatores como a eficiência do sono (quanto tempo você passa dormindo de fato, em vez de rolar na cama) e a sensação de descanso ao acordar. Às vezes, você pode dormir 8 horas, mas se o sono for fragmentado ou superficial, não vai adiantar muito. É como comer uma refeição enorme, mas que não tem os nutrientes necessários; você fica cheio, mas não nutrido.
Sono em Diferentes Faixas Etárias
A quantidade de sono que precisamos muda bastante conforme a idade. Não é a mesma coisa para um recém-nascido, uma criança, um adolescente ou um idoso. Cada fase da vida tem suas particularidades e, por isso, as recomendações de sono também variam.
Recomendações para Recém-Nascidos e Bebês
Recém-nascidos, aqueles com até 3 meses, são os campeões de sono. Eles precisam de umas 14 a 17 horas de descanso por dia. Claro, um pouco menos, tipo 11 a 13 horas, ainda é aceitável, mas dormir mais de 18 horas já não é o ideal. Para bebês um pouco mais velhos, entre 4 e 11 meses, a meta é de 12 a 15 horas. Novamente, um intervalo de 11 a 13 horas pode ser ok, mas ultrapassar 16 ou 18 horas de sono diário não é o recomendado.
Necessidades de Sono para Crianças e Adolescentes
À medida que crescem, as crianças vão precisando de menos sono. Crianças pequenas, de 1 a 2 anos, devem dormir entre 11 e 14 horas. É importante não dormir menos que 9 horas nem mais que 15 ou 16 horas. Para os que estão na pré-escola, entre 3 e 5 anos, o ideal é algo entre 10 e 13 horas. Menos de 7 horas ou mais de 12 horas já foge do recomendado. Na idade escolar, de 6 a 13 anos, a recomendação cai para 9 a 11 horas. E os adolescentes, entre 14 e 17 anos, precisam de cerca de 10 horas por noite. É nessa fase que muitos começam a ter dificuldades em conseguir o sono necessário, muitas vezes por causa de horários escolares e atividades sociais.
Sono em Jovens Adultos, Adultos e Idosos
Chegando à fase adulta, as necessidades de sono se estabilizam um pouco mais. Jovens adultos, de 18 a 25 anos, geralmente precisam de 7 a 9 horas. Adultos, na faixa de 26 a 64 anos, também se encaixam nessa média de 7 a 9 horas. É interessante notar que, apesar dessa recomendação, muitas pessoas nessa faixa etária relatam não conseguir atingir essas horas. Para os idosos, a partir dos 65 anos, o sono tende a ser um pouco mais leve e fragmentado, mas a necessidade ainda gira em torno de 7 a 8 horas por noite. Manter um bom descanso é importante para a qualidade de vida em qualquer idade, inclusive para quem busca um envelhecimento saudável.
| Faixa Etária | Horas de Sono Recomendadas | Intervalo Aceitável (Mínimo-Máximo) |
|---|---|---|
| Recém-nascidos (0-3 meses) | 14-17 horas | 11-13 horas |
| Bebês (4-11 meses) | 12-15 horas | 11-13 horas |
| Crianças pequenas (1-2 anos) | 11-14 horas | 9-15 horas |
| Pré-escolares (3-5 anos) | 10-13 horas | 7-12 horas |
| Idade escolar (6-13 anos) | 9-11 horas | – |
| Adolescentes (14-17 anos) | ~10 horas | – |
| Jovens Adultos (18-25 anos) | 7-9 horas | 6-10 horas |
| Adultos (26-64 anos) | 7-9 horas | 6-10 horas |
| Idosos (65+ anos) | 7-8 horas | – |
É fundamental lembrar que essas são apenas diretrizes gerais. A quantidade exata de sono que cada pessoa precisa pode variar. O mais importante é prestar atenção em como você se sente ao acordar e durante o dia. Se você está se sentindo descansado e alerta, é provável que esteja dormindo o suficiente para você.
Fatores Que Afetam a Qualidade do Repouso
Muita gente acha que basta deitar na cama e fechar os olhos para ter um sono reparador, mas a verdade é que vários elementos do nosso dia a dia podem sabotar esse descanso. Não é só a quantidade de horas que conta, a qualidade do sono é o que realmente faz a diferença para a saúde.
Rotina e Hábitos de Sono Saudáveis
Ter uma rotina consistente é um dos pilares para um bom sono. Isso significa ir para a cama e acordar mais ou menos no mesmo horário todos os dias, até mesmo nos fins de semana. Essa regularidade ajuda a sincronizar nosso relógio biológico, o famoso ritmo circadiano. Quando esse ritmo está em ordem, o corpo sabe quando é hora de descansar e quando é hora de estar alerta. Criar um ritual antes de dormir também ajuda muito. Coisas simples como ler um livro, tomar um banho morno ou ouvir música calma podem sinalizar para o corpo que é hora de desacelerar. Evitar refeições pesadas, cafeína e álcool perto da hora de dormir também é importante. Se você está buscando maneiras de reduzir o estresse e melhorar seu bem-estar geral, existem práticas que podem ajudar a acalmar a mente antes de dormir.
O Papel do Ambiente de Sono
O lugar onde você dorme tem um impacto enorme na qualidade do seu descanso. O quarto ideal para dormir deve ser um santuário de tranquilidade. Isso envolve alguns pontos chave:
- Escuridão: A luz, mesmo que fraca, pode atrapalhar a produção de melatonina, o hormônio do sono. Use cortinas blackout se necessário.
- Silêncio: Ruídos inesperados podem te acordar ou impedir que você entre em sono profundo. Tampões de ouvido ou uma máquina de ruído branco podem ser úteis.
- Temperatura: Um ambiente ligeiramente fresco é geralmente o melhor para dormir. Temperaturas muito altas ou muito baixas podem causar desconforto.
- Conforto: Um colchão e travesseiros adequados ao seu corpo fazem toda a diferença. Não adianta ter o quarto perfeito se você não se sente confortável.
Influência de Estimulantes e Eletrônicos
É fácil cair na armadilha de usar eletrônicos na cama, mas a luz azul emitida por celulares, tablets e computadores pode enganar o cérebro, fazendo-o pensar que ainda é dia. Isso suprime a produção de melatonina e dificulta o adormecer. O ideal é evitar esses aparelhos pelo menos uma hora antes de ir para a cama. O mesmo vale para estimulantes como café, chás com cafeína e bebidas energéticas. O efeito da cafeína pode durar horas, então o ideal é consumi-la apenas pela manhã ou no início da tarde. Até mesmo o álcool, que pode dar a sensação de sonolência inicial, acaba prejudicando a qualidade do sono mais tarde na noite, causando despertares frequentes.
Desconstruindo Mitos Sobre o Sono Excessivo
A Percepção Equivocada do Sono Prolongado
Muita gente ainda acredita que dormir mais de nove horas por noite é sinônimo de preguiça ou até mesmo um problema de saúde. Essa ideia, que já foi repetida à exaustão, está começando a cair por terra com pesquisas mais detalhadas. A verdade é que, muitas vezes, o que parece ser sono excessivo é, na verdade, uma percepção errada do tempo que passamos realmente descansando.
Estudos Baseados em Dados Objetivos
Um estudo internacional bacana, que acompanhou mais de 88 mil adultos por quase sete anos usando sensores no corpo, trouxe dados bem interessantes. Eles viram que a ideia de que dormir nove horas ou mais é sempre ruim não se sustenta. Na prática, essa quantidade de sono só mostrou uma ligação clara com uma única doença específica, o que é bem diferente do que se pensava.
A Realidade por Trás das Nove Horas de Sono
Sabe aquela estatística que diz que muita gente que diz dormir mais de nove horas, na verdade, dorme menos de seis? Pois é, isso explica muita coisa. Essa diferença entre o que a gente acha que dorme e o que realmente dorme pode ter distorcido resultados de estudos mais antigos, que dependiam só do que as pessoas falavam. O ponto principal não é dormir demais, mas sim ter um sono de qualidade e que seja realmente reparador. A regularidade parece ser bem mais importante do que a gente imaginava.
A ciência está mudando o foco: a regularidade e a eficiência do sono podem ser mais determinantes para a saúde do que simplesmente a quantidade de horas debaixo das cobertas. É hora de olhar para o sono de forma mais completa.
- Sono Eficiente: Dormir bem, sem muitos despertares, mesmo que por menos horas.
- Regularidade: Manter horários consistentes para dormir e acordar.
- Percepção vs. Realidade: A diferença entre o que relatamos e o que os sensores medem.
O Impacto do Sono na Saúde Física e Mental
A gente sabe que dormir bem faz bem, né? Mas o quão profundo é esse impacto, especialmente quando a gente não acerta na dose ou na regularidade? Pois é, parece que a coisa é mais séria do que a gente imagina.
Doenças Associadas a Padrões Irregulares
Olha, não é só uma questão de se sentir mais ou menos cansado no dia seguinte. Estudos recentes, que acompanharam um monte de gente por anos, mostraram que ter um horário de sono que muda toda hora, sabe? Tipo, dormir meia-noite num dia e às 3 da manhã no outro, está ligado a um risco bem maior de um monte de doenças. Estamos falando de coisas sérias mesmo.
- Cirrose hepática: Dormir tarde demais, depois da meia-noite, pode quase triplicar o risco dessa doença no fígado.
- Gangrena: A falta de estabilidade nos ciclos de sono e vigília aumenta bastante a chance de desenvolver gangrena.
- Doença de Parkinson: Padrões de sono bagunçados triplicam o risco de desenvolver essa condição neurológica.
- Diabetes tipo 2: A chance de ter diabetes aumenta em 60% se o seu sono não for regular.
- Hipertensão primária, DPOC, insuficiência renal aguda e depressão: Todas essas condições também aparecem com mais frequência em quem não tem uma rotina de sono consistente.
A ciência está começando a perceber que a regularidade do sono é tão, ou talvez até mais, importante do que a quantidade de horas que passamos dormindo. É como se o nosso corpo precisasse de um ritmo previsível para funcionar direito.
Riscos de Cirrose e Gangrena
Como a gente viu ali em cima, a cirrose hepática e a gangrena são exemplos bem claros de como a desorganização do sono pode afetar órgãos vitais. Dormir consistentemente tarde, por exemplo, sobrecarrega o fígado de um jeito que pode levar à cirrose. E a falta de um ciclo regular de sono/vigília afeta a circulação e a saúde dos tecidos, abrindo portas para a gangrena.
Relação com Parkinson, Diabetes e Hipertensão
E não para por aí. A relação entre sono irregular e doenças como Parkinson, diabetes tipo 2 e hipertensão é cada vez mais clara. O sono é um momento de reparo e regulação para o corpo todo, incluindo o sistema nervoso e o metabolismo. Quando esse processo é interrompido ou fica fora de hora, o risco de desenvolver essas doenças crônicas aumenta consideravelmente. É um lembrete de que cuidar do sono é cuidar da saúde a longo prazo, de forma bem abrangente.
Então, quantas horas você realmente precisa?
No fim das contas, essa história de que todo mundo precisa de exatamente oito horas de sono por noite parece ser mais mito do que regra. A ciência anda mostrando que o mais importante é ter uma rotina mais ou menos consistente, sabe? Dormir e acordar em horários parecidos, mesmo nos fins de semana, faz uma diferença danada. Claro que a quantidade de horas importa, e a maioria dos adultos se sente melhor com umas sete horas, mas cada corpo é um corpo. Se você acorda se sentindo bem, alerta e sem aquele peso de cansaço, é provável que esteja no caminho certo. O segredo é prestar atenção em como você se sente e, se algo não anda legal, talvez valha a pena dar uma olhada nos seus hábitos ou até conversar com um profissional. Não existe fórmula mágica, mas cuidar do seu sono é cuidar da sua saúde de um jeito geral.
Perguntas Frequentes
Quantas horas de sono um adulto realmente precisa?
A maioria dos adultos se sente melhor com cerca de 7 horas de sono por noite. Antigamente, falava-se muito em 8 horas, mas hoje os cientistas dizem que o ideal varia de pessoa para pessoa. O importante é acordar se sentindo descansado.
Por que a recomendação de 8 horas de sono mudou?
Essa ideia de 8 horas surgiu há muito tempo, na época da Revolução Industrial, quando a vida das pessoas começou a ser mais organizada para o trabalho. Estudos mais recentes, com tecnologias que medem o sono de verdade, mostram que 7 horas é um bom ponto de partida para a maioria, mas o ideal é cada um descobrir o seu tempo.
O que acontece se eu dormir menos de 7 horas?
Dormir pouco pode trazer problemas para a saúde, como deixar o corpo mais cansado, envelhecer mais rápido e até aumentar o risco de ter doenças do coração. O sistema de defesa do corpo também fica mais fraco.
E dormir mais de 9 horas faz mal?
Dormir muito, mais de 9 horas, também pode não ser bom. Às vezes, isso pode ser um sinal de que a pessoa já tem algum problema de saúde. É como se o corpo estivesse pedindo mais descanso por já não estar 100%.
O que é mais importante: dormir muito ou dormir sempre no mesmo horário?
Os estudos mais recentes mostram que dormir sempre nos mesmos horários, mesmo nos fins de semana, é tão ou mais importante do que a quantidade exata de horas. Ter uma rotina ajuda o corpo a funcionar melhor.
Por que o sono é diferente para cada pessoa?
Cada um de nós tem um relógio biológico único. Ele é como um controle interno que diz quando devemos sentir sono ou estar acordados. Esse relógio é influenciado por coisas como nossos genes e a luz do dia, por isso cada um precisa de um tempo diferente para descansar.
Quais são os riscos de ter horários de sono muito diferentes?
Quando a gente dorme em horários muito variados, o corpo pode ficar confuso. Isso aumenta o risco de ter várias doenças, como problemas no fígado, Parkinson e diabetes. É como se o corpo ficasse mais vulnerável.
Como posso saber se estou dormindo o suficiente?
Preste atenção em como você se sente ao acordar. Se você acorda cansado, com dificuldade de se concentrar ou com problemas de memória com frequência, pode ser que esteja dormindo pouco ou demais. Se isso acontece sempre, é bom conversar com um médico.


